sábado, 13 de junho de 2009

Eleições Europeias

Análise dos Resultados

Entre os passados dias 4 e 7 de Junho realizaram-se, nos 27 Estados-membros da U.E, as eleições para o parlamento europeu
Mais uma vez a abstenção foi a grande vencedora destas eleições, registando um valor de quase 65%, o que demonstra o contínuo alheamento dos cidadãos não só dos interesses, como, acima de tudo dos valores europeus. Foi, sobretudo, este acto irresponsável e egoísta, que vulgarmente designamos por abstenção, que a maioria das campanhas, quer a nível nacional, quer a nível europeu visou combater. Mas uma vez mais, os resultados revelaram-se infrutíferos, pois os cidadãos europeus preferiram continuar a acreditar, na sua profunda ignorância e egoísmo, preocupando-se única e exclusivamente com os seus interesses pessoais em detrimento dos interesses comunitários.
Quanto aos resultados políticos, a direita, mais concretamente o PPE foi o grande vencedor destas eleições, conquistando 264 dos 736 lugares do Parlamento Europeu e reforçando ainda mais a sua posição nesta instituição europeia. Já o Partido Socialista Europeu, viu perder substancialmente a sua influência no Parlamento Europeu, conquistando apenas161 lugares, o que se raduz numa percentagem de 21,9%. Um resultado muito aquém do esperado face aos 35,9% obtidos pelo PPE.
A nível nacional o resultado foi similar, com o PSD a obter 31,7% dos votos contra os somente 26,6% do PS. Bloco de Esquerda e CDU registaram 10,7% e 10,6% respectivamente e por fim o CDS-PP registou 8,4%. Estes resultados nacionais, que contrariaram até as mais inesperadas ou fidedignas sondagens, revelam primeiramente que o eleitorado português não soube distinguir a natureza objectiva destas eleições. Estas eram eleições para eleger os representantes de Portugal no Parlamento Europeu e não para avaliar ou julgar o governo. Porém, os portugueses, assim, não o entenderam e decidiram penalizar fortemente o governo PS.
Como se não bastasse, estes resultados constituiem uma dupla penalização, se por um lado se penalizou o Partido Socialista, por outro Portugal saiu ainda mais penalizado ao se reforçarem os votos da direita neo-liberalista, falida, sem soluções, sem alternativas, sem rumo e, acima de tudo, sem uma liderança sólida, clara e objectiva. Mas o pior foi mesmo o grande reforço dos votos da extrema esquerda, a esquerda fantasiosa, irrealista e retrógrada. A esquerda que tem por objectivo não a defesa dos interesses nem dos valores sociais , mas única e exclusivamente o ataque pessoal e a política mesquinha, de baixo nível, contra o governo. O reforço dos votos desta extrema esquerda, inconsciente e irresponsável, constitui futuramente o maior perigo para a estabilidade governativa e para o Estado de direito. É pois contra ela e também contra a direita neo-liberal que nós socialistas iremos lutar nos próximos actos eleitorais. Mostraremos, assim, aos portugueses que é no PS que reside a verdadeira força da mudança, a mesma força que regularizou as contas públicas, que apostou na inovação e na tecnologia, na educação, no investimento público, que reorganizou a saúde, que aumentou o apoio social, em particular aos idosos, em suma, a única força capaz de combater a crise, a única força que está a mudar Portugal e que se preocupa com seu presente mas acima de tudo com o seu futuro.
Podemos, pois, ter perdido a 1ª batalha, mas uma coisa é certa: quanto mais a guerra aquece, mais força tem o PS.

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