domingo, 2 de agosto de 2009

Programa de Governo do PS

O ano de 2009 tem sido, de certa forma, peculiar pelo facto de ocorrerem três actos eleitorais muito importantes para o país. A 7 de Junho sucederam-se as Europeias cujos resultados tiveram como consequência uma perda de influência do Partido Socialista Europeu no Parlamento Europeu, sendo que Portugal, a nível nacional, acabou por ser um reflexo dos resultados globais na Europa, numa espécie de penalização geral aos partidos que estavam no governo. Contudo, como é de conhecimento geral, ainda faltam concretizar-se as Eleições Legislativas que realizar-se-ão no dia 27 de Setembro, duas semanas antes das Autárquicas, a 11 de Outubro, ou seja, o destino político nacional ainda está por decidir.

Tendo em conta que se estão a aproximar as Legislativas, recentemente foi apresentado o Programa de Governo do Partido Socialista. Este programa abrange um conjunto eclético de medidas que tocam todas as áreas essenciais para um bom desempenho, desenvolvimento e sustentabilidade do país, estando dividido em oito linhas fundamentais relativas às questões da economia e do emprego, do conhecimento e da cultura, das políticas sociais, o problema do desenvolvimento sustentável, da Justiça, defesa nacional, ou mesmo da administração autarquia e das regiões autónomas. Após uma leitura minimamente atenta deste programa é possível compreender que é um programa maduro, com atitude e convicção, não apenas expresso em mensagens de esperança e de ambição para o futuro, mas igualmente em questões concretas que interessam, ou que deveriam interessar, a todos os cidadãos. A oposição remata que este programa não tem nada de novo e que está cheio de promessas vãs, mas esquece-se de dizer publicamente quais são, de facto, as ideias inovadoras que estes indivíduos tanto apregoam, mas que, infelizmente, não surgem escritas em lado algum. São apenas críticas de quem nada tem a acrescentar, de quem está parado do tempo e prefere rasgar tudo o que pareça ser uma ameaça à sua estagnação.

Deste modo, o melhor a fazer é ler o programa e reflectir honestamente sobre o progresso do país durante a governação estável do Partido Socialista e acabar com a desculpa disparatada que foi o PS que causou a crise económica que, por curiosidade, é mundial.